Produção de suínos

A importância da biossegurança na suinocultura

Por 3 de setembro de 2021Sem comentários

Prezar pelas medidas corretas de biossegurança na suinocultura é indispensável para que toda a cadeia de produção seja mais eficiente e livre de riscos. 

A importância do tema não é nenhuma novidade para a imensa maioria dos produtores, que precisam se atentar às práticas ideais para melhorar o rendimento e a segurança de suas propriedades. 

Para elucidar melhor o tema, preparamos este artigo com as principais informações sobre a entrada de patógenos nas granjas e as práticas mais adequadas para preveni-los. Confira. 

O que é biosseguridade na suinocultura?

Como o próprio termo sugere, biosseguridade na suinocultura diz respeito a todas as medidas de segurança adotadas pelos produtores para evitar a entrada e a propagação de doenças nos rebanhos suínos.

Isso engloba ações de isolamento de possíveis vetores, sanitização da granja, o cercamento da propriedade, o controle de visitas, programas de vacinação, cuidados na alimentação, destinação de resíduos, limpeza de caminhões, e assim por diante. 

Portanto, são as práticas que aliam os conceitos do manejo animal, do gerenciamento de ambientes, da qualificação de profissionais, da otimização das fases produtivas e da gestão da qualidade para assegurar que os animais mantenham-se seguros e que o produto final tenha mais excelência

Quais momentos favorecem a entrada de patógenos na granja?

Antes de conhecer os métodos ideais para assegurar a biosseguridade na suinocultura, é importante ter ciência sobre os momentos críticos em que os agentes invasores que afetam a produção podem entrar em contato com os animais. São eles:

Entrada e saída de pessoas

As pessoas que entram e saem das granjas podem carregar consigo patógenos causadores de doenças nos suínos. 

Por isso, é importante que a circulação seja restrita apenas ao pessoal essencial para o funcionamento da operação

Soma-se a isso o fato de que protocolos rigorosos devem ser seguidos, com banho, troca de roupas e calçados, além de tempo de vazio sanitário.

Também é fundamental deixar uma sinalização sobre os limites das áreas sujas, intermediárias e limpas, além de infraestrutura adequada para a higienização das roupas.

Movimentação dos suínos

Os conhecimentos epidemiológicos difundidos atualmente entre os produtores apontam que os processos de movimentação dos animais são os que mais geram falhas de biosseguridade na suinocultura.

Isso vai desde a introdução de novos suínos no plantel, até procedimentos incorretos nos carregamentos, falta de inspeção nos caminhões e também de cuidados com a limpeza e desinfecção.

Dito isso, é imprescindível ter atenção a esses pontos, realizando a quarentena animais que estão chegando à granja, inspecionando os veículos, adotando procedimentos adequados de carga e higiene, e assim por diante.

Ração 

A importação de insumos como rações exige atenção especial, especialmente se eles forem originados de países onde ainda há transmissão da peste suína africana (PSA). Hoje em dia, sabe-se que diversos vírus que prejudicam a suinocultura podem resistir a viagens intercontinentais em navios e até dentro de ingredientes de rações comuns. 

Por mais que a aquisição restrita de produtos certificados seja recomendada, outras medidas também são necessárias para mitigar riscos. 

Isso inclui a guarda de, no mínimo, 30 dias do alimento após a chegada do container, já que a maioria dos vírus inativa-se naturalmente quando fica armazenado em 21ºC durante 78 dias (soma-se daí também o tempo de transporte). 

Outra medida recomendada é a fumigação da parte interior dos containers, com aplicação de formaldeído e exposição mínima de uma hora. Para complementar, também se indica a descontaminação do exterior, com o uso de produtos desinfetantes aprovados para esse fim.

Boas práticas da biossegurança em granjas 

Levando os pontos citados acima em consideração, algumas práticas são imprescindíveis para garantir a biosseguridade na suinocultura e prevenir-se contra agentes contagiosos capazes de afetar os suínos. As principais delas incluem:

Limpeza e desinfecção de ambiente

Evidentemente, os cuidados com a limpeza e com a desinfecção são indispensáveis para manter o ambiente menos favorável à ação de microrganismos.

Por isso, é fundamental retirar toda a matéria orgânica na instalação a ser desinfetada, utilizando detergentes para remover gordura (biofilme) e prezar pelo vazio sanitário. 

Desinfecção de caminhões

Após a lavagem dos veículos utilizados para transportar os suínos, com total remoção de matéria orgânica, é preciso realizar a secagem com ar quente a 70°C. O processo deve durar 15 minutos. Depois dele, a cabine deve ser descontaminada com gás ozônio. 

Conhecido pela sigla TADD (Assisted Drying and Decontamination), o método se refere à secagem termo assistida e descontaminação, bastante comum no segmento e indispensável em termos de biosseguridade na suinocultura.  

Mapear riscos por área

Além de mapear todos os fatores de risco na área dos suínos e adotar as medidas abordadas neste artigo, é importante prezar pelo uso racional de antibióticos.

Isso exige um controle diagnóstico preciso das doenças que acometem os animais, por meio da observação minuciosa de sintomas, necropsias e encaminhamento laboratorial para confirmação.

Com o diagnóstico sanitário da granja feito, é possível estabelecer planos de vacinação mais eficientes e criar rotinas mais precisas de medicação, que evitam a resistência a bactérias e até gastos excessivos com fármacos veterinários. 

Retirada de todos os animais da área 

Levando em consideração que outros animais também podem levar doenças aos suínos, seu controle precisa ser feito de maneira minuciosa.

Em primeiro lugar estão os roedores. É preciso identificar aqueles presentes na propriedade e contratar um serviço especializado para eliminá-los. As espécies que mais afetam a suinocultura são Rattus rattus (rato preto), Mus domesticus (rato doméstico), Rattus norvegicus (ratazana) e Mus musculus (camundongo).

Também é importante vetar a presença de qualquer animal doméstico, como cães e gatos, que podem transmitir patologias como a Toxoplasmose. Além desse controle, é recomendado cercar a granja, pois assim animais de rua não conseguem acessá-la, e nem mesmo visitantes não autorizados. 

Controle de visitas

Mesmo que seja importante restringir o acesso à granja apenas para pessoas ligadas às suas operações, em alguns casos ela pode receber visitas de clientes, inspetores, prestadores de serviços, entre outros.

Nessas situações, é importante assegurar que o visitante adotou os cuidados mínimos de biossegurança, registrando isso de maneira formal para um melhor controle.

Sendo assim, utilize um caderno de visitas para marcar cada data, o nome de cada visitante, a empresa em que trabalha, a data de contato com os suínos, o motivo da visita e a área acessada, com tudo devidamente assinado. 

Utilização de tecnologia na biossegurança

Não é novidade que a tecnologia na suinocultura já é protagonista na garantia de controle e no ganho de produtividade das granjas. 

Por meio de sistemas inteligentes, como o Meu Lote da Granter, é possível simplificar as rotinas e obter em tempo real os dados do plantel, tornando o processo de produção de suínos mais eficiente e transparente.

Com ele, você garante todo o controle e otimização que precisa. Com informações imediatas da Ficha de Acompanhamento do Lote (FAL), pedidos de ração via aplicativo, dados integrados para tomada de decisão, previsibilidade sobre pontos críticos de desempenho e muitas outras possibilidades.

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